Novas medidas de contenção da Pandemia

Em face do agravamento acentuado da pandemia de COVID-19, que levou Portugal a atingir um número recorde de casos, o Governo reuniu um Conselho de Ministros Extraordinário, este sábado, que decretou após oito horas de reunião, o alargamento das medidas inicialmente aplicadas aos concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira, aos 121 concelhos mais afetados pela pandemia.

O primeiro-ministro António Costa, convocou a Imprensa para  anunciar medidas mais rígidas para o país, em especial nos 121 concelhos considerados em situação descontrolada. António Costa apelou também, por diversas vezes à Responsabilidade Individual, como a principal medida de controle da pandemia, em cada concelho.

A proibição de todas as Feiras e Mercados de Levante

O problema é que sob o Mote da "Máxima Eficácia" no Controle da Pandemia, procurando causar a "Mínima Perturbação" na vida de cada um, na sociedade e na economia. O governo inclui nas medidas de restrição a proibição de todas as feiras e mercados de levante nos 121 concelhos afectados por estas medidas, o que constitui um verdadeiro atentado aos direitos e liberdades de todos os feirantes deste país, sobretudo aqueles que durante todo o ano pagam os seus impostos e liçenças dos espaços, nestes 121 concelhos, onde são agora impedidos de exercer a sua profissão de venda ambulante.

Ora isto é tanto mais injusto, quando todos sabemos que não é nos espaços abertos que têm ocorrido mais contaminações com COVID-19. Antes pelo contrário!
Todas as evidências apontam para um risco muito maior de fazer as compras num espaço fechado, mesmo que todas as normas de higienização dos espaços sejam respeitadas.

Aliás, ao encerrar as Feiras e Mercados de Levante estamos a encaminhar, ainda mais pessoas para a única alternativa que resta, que são os locais de comércio em recintos fechados.

Ora, é conhecido que os maiores surtos de contaminação ocorreram todos em espaços fechados, porquê então encaminhar as pessoas para esses espaços, retirando-lhes a alternativa de feirar?

Com medidas assim, não há produtor agrícola, nem feirante, por mais resiliente que seja, que Resista!

Vai, mesmo, ficar tudo bem?

E para terminar - apesar da falta de lealdade do governo para com os feirantes, que não foram sequer consultados sobre esta medida - queremos acreditar que esta injustiça irá ser revertida.

Por isso, deixamos aqui a Mensagem de Esperança partilhada, em junho, por uma Produtora Agrícola, de Macedo de Cavaleiros, já após o primeiro decreto de encerramento das feiras e os mercados.

Esta produtora agrícola e feirante, da Quinta do Melro, é um bom exemplo de como, esta medida insana irá afectar a nossa qualidade de vida e muitos empregos sustentáveis.
Trata-se de uma produção familiar, de aves, que dá ainda trabalho a outras pessoas da comunidade e que tem a vantagem de ser uma produção de aves sustentável.

 As aves são criadas ao ar livre, e vendidas em Feiras, do concelho de Macedo de Cavaleiros, um dos concelhos onde foram interditas todas as Feiras e Mercados de Levante. Como vai agora esta produtora agrícola, escoar a sua produção? Como vão os seus clientes ter acesso a galinhas do campo? 
actividade. 
Porque é que esta e outros produtores agrícolas, com actividades similares, não podem exercer a sua actividade livremente?

Com que fundamento?
Qual o critério?

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Mariana Barbosa

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