Salvar as plantas, de nós próprios!

Às vezes, gostamos tanto da natureza, que quase a destruímos, nós próprios!
Uma reflexão, sobre como transformei a minha planta preferida num biblot e depois a salvei, de mim própria! 

Às vezes, é necessário salvar as plantas, de nós próprios!
Às vezes, gostamos tanto da natureza, que quase a destruímos!

Num belo dia de sol, decidi colocar na sala todos os vasos de fetos, que tinha espalhados pela casa. Estavam muito bonitos, resplandecentes de vida, mas escondidos nos cantos mais obscuros da casa.

Decidi eu, na minha supremacia, que se estavam tão bonitos e vistosos, mereciam um lugar de destaque! 

Um deles ficou na sala de estar, num local bem iluminado. 

Às vezes, estamos tão desligados da natureza, que tratamos as plantas como coisas...

Foi um erro de principiante, confesso! E também uma ignorante arrogância minha, para com a sua natureza.

A sala de estar revelou-se demasiado seca e ensolarada para os "meus" fetos e estes ficaram, mesmo, muitos abatidos. Como resultado, ressentiram-se e começaram primeiro a perder as folhas e depois a secar.

Às vezes, é necessário salvar as plantas, de nós próprios!
Como é que consegui ignorar durante tanto tempo, tantos sinais?

Mas durante todo o tempo, eu fui ignorando os seus alertas... até ao dia em que os fetos estavam irremediavelmente secos e pouco viçosos.

Habitualmente, estes vasos estavam numa divisão mais sombria, e sem grandes correntes de ar, o que apreciavam. De um dia para o outro, passaram a estar mais expostos, quer à luz, quer a correntes de ar.

O que antes era um feto enorme e verdejante, transformou-se num pesadelo de folhas, diariamente, caídas no chão. A beleza também se foi rapidamente e agora tinha na sala umas varinhas secas, com algumas folhas amarelecidas. Não tive alternativa, senão aliviá-lo das sua folhas encarquilhadas, reduzindo-o a uma amostra embaciada daquilo que tinha sido. E também fui obrigada a devolvê-lo à sua morada original, de onde nunca deveria ter saído!

Lição que aprendi com as minhas plantas

Se as plantas têm raízes é porque gostam de se fixar num local e aí permanecer.

Mudar as plantas de local, pode ser traumatizante para elas. 

As plantas, pela sua própria natureza e não apreciam grandes mudanças e aventuras, mesmo que seja só para a sala do lado. 

A partir de hoje, vou estar mais atenta, aos sinais que emitem as minhas plantas e só as vou mudar de local se não estiverem a reagir bem no sítio original. 
Quando cair em tentação, vou ter que relembrar-me de que as plantas, por alguma razão, não têm patas. 

A Lição mais importante de todas

Às vezes, é necessário salvar as plantas, de nós próprios!

Muitas vezes olhamos para as plantas, como um reflexo dos nossos desejos e vontades e comportamo-nos com elas como se fossem simples biblots decorativos, sem vida. No entanto, as plantas vivem! 

Existem até teorias, que tentam demonstrar que as plantas são sensíveis, aos nossos humores e até à música ambiente.

Teorias e divagações, à parte, o importante é não esquecermos, que as plantas não são coisas, são seres vivos, tal como nós. 

E por falar nisso, por favor, não deitem as plantas ao lixo!

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Mariana Barbosa

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